Rupturas

– “Sua indiferença era cruel. Eu queria dizer que não concordava. Não, eu queria gritar. A ideia de não sair mais com ela, de ter que tratá-la com profissionalismo, de ter que fingir que nunca houve nada entre nós, embrulhava o meu estômago. Eu queria lhe dizer que preferia andar descalça sobre arame farpado a trocar palavras educadas com ela no elevador. E queria perguntar como era capaz – como era tão fácil para ela desligar o interruptor.”*

– Incrível, Irina, como as pessoas conseguem simplesmente desligar o interruptor, né? Também não entendo. Mas isso pode ser apenas um mecanismo de defesa que eles usam, prefiro acreditar que sentem tanto quanto a gente, só reagem de outra forma. Cortar o mal pela raiz a fim de sofrer tudo de uma vez só e não em conta-gotas como nós fazemos. Sangramos, trocamos curativos, cutucamos na ferida, tiramos as casquinhas, choramos a nossa dor, mas  – nunca nos curamos.

Talvez elas estejam certas, nós não. Sentir é uma faca de dois gumes.

 

*Trecho do livro OS SEGREDOS QUE GUARDAMOS – LARA PRESCOTT

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