Dos instintos

Como seria se agíssemos só por instinto?

Fiquei pensando nisso observando os cachorros que tenho em casa. Meus bichinhos agem por puro instinto, e por mais que a gente os domestique, adestre para sentar, dar a patinha, pegar a comida devagar da nossa mão e nos obedecer, o instinto e a essência de cada animal vai prevalecer quando for preciso. Os animais têm enorme capacidade de preservação e defesa, salvo raríssimas exceções, você pegará um animal totalmente desprevenido.

É a racionalidade do homem que o impede de agir por instinto. Nossa racionalidade nos mostra (ou deveria mostrar) o que é moral, ético e legal sobre todas as nossas ações. É o que nos faz ponderar  sobre como nossas atitudes poderão interferir na vida do outro. Machucamos as pessoas com frequência e, muitas vezes, sem intenção, basta uma palavra dita de forma errada que magoamos até mesmo a quem amamos. Medimos e filtramos ações porque socialmente devemos nos comportar, agir como a maioria. Diferente dos animais, fingimos naturalidade, forjamos normalidade para sermos aceitos em nosso meio. Disfarçamos gostos, sentimentos, exageramos as mesmas coisas, na tentativa de impressionar e parecermos melhor.

Se fôssemos puro instinto, não haveriam dissabores, nossas necessidades seriam atendidas conforme aparecessem, e assim, não teríamos conhecimento das agruras humanas, nossas relações seriam honestas porque não haveriam convenções, nossa existência atenuada pela não – consciência.  Sem dor e nem amor morreríamos sem saber de quem fomos.

Vai, agora é a sua vez de falar

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