Dores e delícias de se viver

A vida humana é dor, angústia, sofrimento; caminhamos, a cada dia, para o nosso último suspiro, e somente uma personalidade mimada e imatura exige, como se jamais fosse encontrar o seu fado, uma vida tranquila e confortável todo o tempo.

Mas os breves momentos em que, compartilhando o que há de mais elevado na humanidade, alcançamos a pura felicidade – ao participarmos da vida das pessoas amadas, ao lermos um bom livro, ouvirmos boa música ou contemplarmos o céu estrelado -, compensam luminosamente todas as inevitáveis frustrações, impotências e amarguras da vida.

É uma pena que tantos, em nosso tempo, substituam o que há de melhor na vida humana pela alegria efêmera dos remédios (servidos em copos gelados ou em comprimidos coloridos) e do consumo de reluzentes inutilidades: o arrependimento por ter desertado quando se era chamado a viver a tragédia da existência é inútil quando só resta a descoberta de se estar morrendo sem ter jamais vivido.

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