Opening the eyes

Hoje enquanto lia “O carrasco do amor” de Irvin D. Yalom fiquei pensando sobre as ilusões que sustentamos na vida, muitas vezes por medo de nos sentirmos sozinhos ou perdidos. A gente embarca nas relações, se veste delas e um dia precisa se despir, quando isso acontece, o que fica? Isso vale para todo tipo de relação: família, amigos, trabalho, amor. A gente se doa, passa por cima de uns defeitos, se acostuma, baixa a guarda e passa a viver em uma zona bastante confortável que o costume nos garante, e, de uma hora para outra a gente se vê nu diante de um espelho. Não se reconhece, perdeu referência, sabotou vontades, amputou desejos, trocou de sonhos.

Confrontar sua nova imagem é doloroso, é difícil ter que pegar o retorno para aquele lugar que você não queria ou não pensava mais em voltar. Haverá o dia da raiva por você ter ido tão ao fundo numa relação quando, na sua cabeça (por ter acabado), foi tudo em vão; haverá a saudade dos dias que foram bons; haverá o desespero por não saber o que fazer com tanta vida vivida; haverá a agridoce ilusão de que poderá viver tudo de novo, ainda que sozinha, ainda que na sua cabeça, ainda que pelos dois, ainda que pelo mundo inteiro. Mas haverá o abrir de olhos e novas realidades poderão nos abraçar se a gente deixar, se a gente deixar, a ferida pode cicatrizar.

Vai, agora é a sua vez de falar

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