Cotidianidade

Hoje enquanto vinha para o trabalho, ouvia música e organizava meus pensamentos, a voz rouca de Cássia Eller dizia que o mundo está ao contrário e ninguém reparou. Eu tenho reparado há tempos e, mesmo não me atingindo diretamente, é impossível permanecer incólume. Toda semana os telejornais e os demais veículos de comunicação jorram uma infinidade de más notícias que você filtra a maioria, mas tem sempre uma que te atinge o estômago e a dor lancinante de outrem te atinge como uma onda.

A vida, assim como a violência está sendo banalizada a olho nu, até mesmo pela imprensa (esta que defendo), não por maldade ou por tratar como normal, mas porque a abundância delas nos faz pensar que nossa sociedade corrompida tem aceitado compassivamente tais notícias que já não ferem, não doem, não comovem. A dor do outro vira piadinha na rede social, o jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã, como já dizia Millôr Fernandes.

 

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