Light my way

“A tarde linda que não quer se por
Dançam as ilhas sobre o mar”

downloadLogo cedo, um raio de sol invade a fresta da janela, me desenhando um caminho cujo destino teve por consequência seu fenecimento pela porta do quarto, pois ele já não tinha mais forças pra continuar, pra se propagar. Tentou escapar, fugir, se acabar. Perdeu-se no caminho por não poder ir em frente e não pelo fato de não existir, mas pela incapacidade que tivera de seguir. E assim estou. Perdida no tempo, confusa, entreguista. Sigo assim, como ele, como um raio perdido. Desconfiante eterna da própria força, da própria luz.

Às vezes, a vida confunde meu planos, muda meu rumo e bagunça a minha ordem, meu lugar comum e a minha paz interior, talvez ela seja cruel comigo. Por vezes, até pensei em não levantar para o dia de hoje. Titubeio sobre meus próprios enlaces, e ela está por lá, me puxando, me arrastando, com um único objetivo. Me afundar.

Basta! Não me permito mais tantos mergulhos profundos. Minha consciência assopra nos meus ouvidos o tempo todo sobre tudo que julga o certo, o correto. A verdade, neste momento, quase de forma veemente, me invade a alma, me persegue de forma impetuosa. Sou apenas de carne, não quero tantas cobranças. Deixe-me em paz! Deixe-me andar para o abismo ou para o alto.

É certo que por muitas vezes, sou um poço de caligem, mas também, de vontades, de ambições. Não fujo à regra. Pois somos todos assim; ávidos por sonhos, pela sensação de prever ou de sentir o gosto do futuro. Hoje, sinto como se alguma coisa tivesse rompido um ciclo vicioso e nocivo dentro de mim. Alguma coisa mudou. Despertei com uma vontade pulsante de me entregar para a vida sem medo das perdas.

Nunca pude prever as faltas. Portanto, que me preencha tudo que me faça importante. Uma coisa é certa. Todos nós guardamos um bem, um segredo de nós mesmos, um relicário. Mesmo que ele nunca se manifeste e ainda que tudo te impeça de expressar o que já construiu dentro de si, sempre encontrará alguém para cuidar com diligência, deste relicário chamado nós mesmos.

Percebo, neste momento, que tenho um bem enorme guardado dentro de mim, então, que eu me permita sempre, desfrutá-lo com quem mereça. Essa pessoa? Eu mesma.

“Eu tava em paz quando você chegou”

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