Tempo

tempo-2Todas as grandes decisões da vida seguem a lógica e a dinâmica das estações do ano.
Principalmente quando decidimos mudar de vida. Primeiro experimentamos o calor da atitude, o verão intenso dos desejos e esperanças, a plenitude das variações extremas entre manhãs ensolaradas e tardes tempestuosas. Pouco tempo depois, a desconstrução daquele passado passa pelo processo de amarelar as folhas e deixá-las partir rumo à morte ou ao esquecimento.

É nesse momento que as calorosas certezas dão lugar à brisa fria das dúvidas que se
agigantam no horizonte. O inverno chega e com ele vêm o recolhimento e a sensação de
solidão. O frio intenso é solitário. Sentir frio é sentir-se só. E, por fim, se sobrevivemos às
nossas próprias decisões e suas intempéries, a neve vai dando lugar aos campos verdejantes, minúsculas folhas começam a brotar nos troncos desnudos e uma paleta de cores tinge os jardins.

A firmeza do verão, as dúvidas outonais e a solidão do inverno dão lugar a todas as
possibilidades de uma primavera. É por isso que o tempo é tão imperioso e impiedoso com cada um de nós quando tomamos uma decisão importante na vida. O tempo — e só ele — é capaz de nos colocar diante daquilo que mais nos assusta ao longo da existência: a liberdade e a responsabilidade de sermos nós mesmos e tomarmos nossas próprias decisões. Decidir é um processo, um percurso, um ciclo. E nunca terá um fim em si mesmo.

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