Um eterno réu dos meus pensamentos – Livro

Esta semana me perguntaram o motivo de eu devorar um romance e demorar tanto nas poesias. Não precisei de muito tempo para descobrir a resposta: A poesia é como o vinho, deve ser sorvida com cuidado, deixando com que cada verso reverbere dentro da gente. Ou como uma nota longa de piano, ficamos sempre com o seu eco retumbando no peito, aliás a poesia está intrínseca e indissoluvelmente ligada à música . O fato é que não dá pra ler um livro de poesia num passo só, é preciso ter calma, deixar que o sentido do autor faça sentido na gente.

eade984b-c826-4816-83cc-b4fb6ccfbf60Rafael Sarzi conseguiu chegar perto de mim com seu lirismo em versos simples porque o lirismo não precisa de erudição para ser belo.

Gosto do autor que nos confunde em saber se fala de si ou do seu eu, há uma sutil diferença entre as pessoas, e acabamos nos tornando reféns de sua poesia, que ora nos comove e ora nos faz rir. É que o amor – mesmo aquele que não sentimos de fato, mas nos deixamos contaminar mesmo assim -, nos contamina e o sorriso vem frouxo em muitos nós que nos compõe e que compõe essa obra.

Terminei de ler este livro e fiquei com vontade de escrever uma carta, de amor. Para os que tive e para os que queria ter. Ler poesia nos causa comoção porque a gente sempre quer se colocar no meio do enredo, como nos romances que a gente (eu) devora imaginando cenários. Poesia nos move como comove e esta conseguiu em alguns casos.

E se Pessoa tem razão, Rafael é um exímio fingidor.

Vida longa ao poeta.

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