O movimento Romântico – Alain de Botton

downloadGosto de Alain de Botton porque ele escreve seus romances pincelando dados generosos de Filosofia. Dias atrás li uma crônica de Martha Medeiros, em seu livro “Trem Bala” que dizia: “Alain de Botton é um extraterrestre: um homem que gosta de discutir relação” e é verdade, ele discute e “prova” aquilo que fala, encontra na filosofia tudo o que não conseguimos explicar em sentimentos. Sentidos e ideias. Platão ficaria orgulhoso.

 

O movimento romântico contém uma pitada de tudo: banalização de sentimentos, idealização, questionamentos acerca do próprio ser, ceticismo diante da paixão ( por quê ter medo de se apaixonar?). Pareceu auto-ajuda, né? Pois é, mas passa longe, Alain com precisão cirúrgica vai montando (e desmontando) um quebra cabeças interessante, permeado por questões que todos temos, mas não de forma conclusa, ele acrescenta um triângulo amoroso talvez na tentativa de que o seu leitor capte as nuances de cada personalidade e como se comportam dentro de um relacionamento.

 

A esta altura, quem não conhece Alain de Botton julga a obra como chata e enfadonha, muitas pessoas veem a filosofia dessa forma. Imagine então falar de romance e filosofia? Tiro na cabeça! Tiro mesmo, mas de brilhantismo, esse autor nos apresenta Platão, Nietzsche, Pavlov como se fossem pessoas simples e de simples compreensão, o que é uma arma poderosa em habilidosas mãos. Não há razão para ter medo de gostar de Alain de Botton.

 

Sem a pretensão de nos provar alguma coisa, o autor mesmo defende a ideia de que não se deve ler um livro para tirar uma lição. Livros não têm uma finalidade, como os aspiradores de pó e correndo o risco de parecer reducionista, ele nos mostra personagens comuns, de problemas comuns e por isso é tão bom, porque ele acaba nos redimindo de nossas fraquezas.

 

O movimento romântico não é bem um romance, aliás não sei classificá-lo em um gênero específico e parece que essa não é uma preocupação de Alain. Quem já leu seus livros sabe muito bem disso. É uma busca na Filosofia, um resgate das respostas que só ela pode dar. Porque todas as outras tentativas foram frustradas.

 

 

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