Escritor

18406_10152954114341408_4627142550247449277_nHoje comemora-se o dia do escritor, aquele que faz acender uma luz dentro da gente, que encanta e colore mundos e compõe vidas, e mais importante: transforma sonhos em palavras.

Tenho minha coleção de favoritos, desde Machado, não esquecendo de Clarice, passando pelos fantásticos George R.R. Martin e J.K. Rowling que conseguiram me fazer mergulhar em histórias e personagens incríveis que me levaram a lugares antes inimagináveis. Sonhei acordada algumas vezes passeando pelo beco diagonal ou assistir a uma partida de quadribol. Ninguém me fez sonhar tanto quanto Lewis Carroll quando me apresentou Alice, e Antonie de Saint-Exupéry, me apresentou um príncipe lindo, teve uma grande parcela de culpa de me fazer amar os livros e a me instigar a descobrir suas páginas. Tantas outras mentes me inspiram e apaixonam que elencar aqui se torna uma tarefa laboriosa e muito injusta, eu acabaria me esquecendo de alguém. Gosto de todos por todos os seus estilos.

A gente nunca fica imune após leitura de um livro, seja ele qual for. O conhecimento que adquirimos página após página pode ficar perdido dentro de nós com o tempo, mas jamais se esvai por completo. Eu sou grata pelos gênios que nos ensina sobre o mundo, sobre sentir. Todo escritor põe um pouco de si em seus personagens e eu agradeço esse rasgar-se que todos eles têm, mesmo que a gente não veja ou finja não perceber que temos também um pouco daquele vilão, não nos envergonhamos na pieguice dos amores impossíveis e nem ligamos quando nos esvaímos em lágrimas como se a dor sentida também fosse nossa. Chorei tanto lendo Marley e eu que ao fechar a última página corri para abraçar meus cães.

Aprendemos e sentimos saudades de tantos personagens-amigos que fazemos entre lombadas e papéis de todos os tipos. Sinto saudades de muitas pessoas geniais, que de vez em quando os encontro aqui na estante do meu quarto. Mantemos uma relação íntima. Eu tenho uma estreita convivência com meus livros e personagens que às vezes penso até conhecer seu mentor, porque a gente se reconhece nas frases e nas entrelinhas de palavras ditas, não ditas e, principalmente, nas insinuadas.

Dia 25 de julho é o dia em que se comemora o dia do escritor, mas o dia do leitor é enquanto durar uma história (e estória também). Que se faça presente esse instante e que não nos adormecemos em imaginar.

A tantos Sidneys, Milans, Wildes, Kafkas, Tolstóis, meu muito obrigada. Obrigada por não me deixar nunca de sonhar.

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2 comentários sobre “Escritor

  1. ”não nos envergonhamos na pieguice dos amores impossíveis e nem ligamos quando nos esvaímos em lágrimas como se a dor sentida também fosse nossa” Você disse tudo! Como agradecer a essa sensação inexplicável que a leitura nos dá? Eu não sei, mas tento imagina qual tipo de agradecimento será o bastante.

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