A escola que não ensina

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Hoje vi essa imagem circulando pelo facebook, e li também os comentários depreciativos com o aluno. Não é questão de burrice, tampouco questão simplesmente ambígua.

O que acontece é que em todos os níveis escolares, de primeiro ano primário até Universidade há o estrago que os “pedabobos” conseguiram fazer na Educação, aliados a um governo incompetente, corrupto e oportunista, posso, com minha pouca experiência, avaliar que a criança que completou este exercício não foi alfabetizada pela cartilha, mas por um método construtivista ridículo, pois essa questão de preencher lacunas pelo som é típica da cartilha, que foi rejeitada pelos doutores que nunca deram uma aula sequer.

Então, o que aconteceu? Nas cartilhas os termos “adequada”, “sublinhada”, “pontilhada” são muito comuns e com seis anos de idade uma criança pode fazer esse exercício com um pé nas costas. Alfabetiza-se em quatro meses. Com poucos erros de ortografia. Mas nãããooo! Pra que fazer o mais simples, o que dá certo, o que é tradicional, se se pode reinventar a roda quadrada? Esse é o resultado: o aluno não conhece o termo e leva-o ao pé da letra como uma criança de 3 anos.Estou acostumada a levantar polêmica, mas não abro mão das minhas convicções porque estou ao lado da verdade, ou melhor, ela está ao meu lado, pois sou menor que ela.

Alfabetizei meu irmão quando eu tinha 16 anos, pegando em sua mão, sem faculdade nem nada.  O aluno não nasce burro, mas a “educação” que recebe logo nos primeiros anos o emburrece, e posso atestar isso olhando esses jovens escrevendo na internet (não, o papo de que na internet se escreve de qualquer jeito, não cola comigo). Tem muitos jovens estudantes que são analfabetos. Não é força de expressão, não, mal sabem escrever o nome. Não sabem ler nem escrever, apenas desenham o que o professor coloca na lousa. Disfarçam. São incapazes de interpretar o que escrevem, leem de forma mecânica sem identificar o que leram. Analfabetismo funcional é um problema crônico da educação brasileira.

Há uma piadinha muito usada e famosa, entre os estudantes; “Você fala Inglês?”, e o outro responde: “Sim: Inglês”. O humor dessa anedota está no fato de se levar literalmente a expressão, sem entender que se trata da língua inglesa. Trata-se de uma figura de metonímia, e gramaticalmente é uma elipse, por ocultar um termo (idioma).

Esse pensamento literal era trabalhado em sala de aula desde o inicio da vida escolar, no maternal ou no antigo jardim da infância, pois as crianças de 3 anos só conseguem pensar concretamente e cabe à educação escolar, acadêmica, fazê-lo enxergar o abstrato, pois toda palavra é abstrata (essa é uma outra discussão na qual não vou entrar).  Essas questões formuladas dessa maneira eram bem familiares para aquele estudante que foi alfabetizado em 4 meses, sem erros de ortografia ou de cognição. Aprendia-se primeiro a ler, e depois a escrever, era assim.

O que aconteceu no exemplo em questão é que a professora formulou a prova sobre um dos exercícios da cartilha, e a criança não aprendeu assim, a criança foi prejudicada. Pois foi alfabetizada sem entender que as palavras são conceitos, dão nome a ideias. A culpa não é da professora, ou até talvez seja, por não conhecer o pressuposto do aluno; nem do aluno. Pode até ser lugar comum, mas é a verdade:A CULPA É DO GOVERNO!!!!! Foi esse governo que promoveu e promove a estupidez dos alunos desde a infância com métodos rocambólicos, vazios, material escolar de quinta categoria, professores sem treinamento e sem salário adequado, salas de aula lotadas e políticas furadas.

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