As verdades que a gente não queria suportar

Li em um livro uma frase do Nietzsche que diz assim: “cada pessoa tem que escolher quanta verdade consegue suportar”. De imediato achei a frase um tanto dispensável, uma vez que sempre ouvimos dizer que a verdade é sempre o melhor caminho. Mas será mesmo que excesso de verdade faz bem?

Eu sou do time da fantasia e do eufemismo. Acredito que um pouco de ficção e ilusão não fazem mal a ninguém. A vida muitas vezes é fria e dura. O que é diferente de uma mentira. Mentira não é um disfarce da realidade, é uma enganação, uma verdade que não existe. A fantasia é como quando a gente mergulha em um livro ou num filme, e de repente sentir vontade de morar ali. Já aconteceu comigo várias vezes de me pegar sonhando com um mundo diferente, uma realidade paralela para que o mundo real doa menos. Talvez seja por isso que eu viva sempre com um livro a tiracolo, assim, respirar fica mais leve e piscar os olhos doa menos.

Graciliano Ramos escreveu uma frase que resume muito bem o que estou querendo dizer: “Quando a realidade entra pelos meus olhos, meu pequeno mundo desaba”. Diariamente nos deparamos com verdades que não queremos: Gente que vai embora da nossa vida sem que a gente tenha tempo de se despedir; gente que vai nos machucar mesmo que nossos sentimentos sejam os melhores, sonhos frustrados, caminhos errados. A vida não é um conto de fadas e não podemos avançar os acontecimentos como se fosse um filme em que a gente pula nos piores momentos, a gente precisa viver, mas a gente pode escolher com o que nos machucar.

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