Ao ignorantes

A mim, neste momento, pouco importa o meu sexo, cor, religião, de onde vim e meu grau de inteligência, pois se a banalidade de nós mesmos e de nossos objetivos como seres humanos nos tornou excepcionalmente importantes, no sentido de que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Ao menos assim alcançaremos nossa “redenção”, nos transformando em gases ou vestígios minerais, que em milhões de anos ajudarão a iniciar uma nova forma de vida, quem sabe menos ignorante e primitiva que a nossa.

A procrastinação está finalmente nos levando ao épico e cinematográfico fim do mundo, porém, o bom é que o fim de tudo criará personagens fantásticos, mitos, religiões, teoremas a respeito do nada como sempre ocorreu nos momentos de crise.

Assistamos a este espetáculo, quem sabe na última vã tentativa de decodificar o caos ao tentar compreender a vida. Relaxem, vai ser bom, pra mim particularmente vai ser engraçado assistir neuroses coletivas, pessoas se abraçando aos seus bens materiais ou se livrando deles, pastores vão montar até corretoras para venda de terrenos no céu, exus vão idealizar imagens paradisíacas do inferno, ateus vão abraçar suas famílias como sempre o fizeram. Na minha crítica desse novo caos, avalio que temos sido meros parasitas com pretensão de ser algo maior.

Os mais perigosos de toda cadeia alimentar, elementos corrosivos. usamos o chavão de que “somos a imagem e semelhança do criador” para metaforizar “o filho da puta principal de uma zona, que manda no estabelecimento e come quem quiser”. Por favor, não me chamem herege, não passo de uma ignorante. Questões religiosas, morais, físicas, químicas, talvez nada possa salvar boa parcela da humanidade, e afinal, pra que agir se a morte sempre foi uma certeza?

Tento também compreender minha própria ignorância, minha indulgência, ao apenas pensar, e pensar apenas quando a situação é limite, nos por quês do caminho ao fim da grande morada (nosso parasitado). Estamos chegando lá, nesse lugar e tempo onde os motivos de discórdia, vão voltar a ser os primordiais (a tal da escassez).

E nesse tempo, provavelmente, as vaidades e egocentrismos, vão morrer de fome por falta de matéria-prima que as alimente. Certamente a vida sempre se adapta. Os cheiros, os consumos, tecnologias de nossa sociedade são um vício, uma realidade que passou a ser a única. Lutar pela vida, não é mais algo orgânico, um turbilhão de culturas incorporadas, e estas passaram a ser a própria vida. A nossa “evolução” genética, fez com que nos tornássemos os filhotes mais dependentes de assistência, carinho, dinheiro, internet, tv a cabo e etc… julgamento e análise não são palavras com o mesmo sentido. Analiso que o desconhecimento e a ignorância, a busca de respostas, a sede do racional, criou e deturpou mártires, matou homens, vendeu espaços no céu (símbolo este do desconhecido), transformou escritos históricos em metáforas que induzem à subserviência e conservam a ignorância.

Desqualificou a matéria dentro da sua importância para a sobrevivência. trouxe angústia, depressão e seus placebos sociais.

Omitiu o óbvio: termos todos a mesma origem.

Induziu ao inusitado: teremos todos o mesmo fim.

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