blá blá blá

Sabe aqueles momentos da sua vida que ficam marcados como aqueles que você desejaria estar em diversos outros lugares do mundo? Então essa é a pior época. Eleições.

Você se esquiva, finge falar ao celular, aumenta o volume dos fones de ouvido, ou os usa, mesmo sem ouvir nenhuma música, se arrepende de não ter consigo um livro para os momentos difíceis e procura em alguém uma forma de fugir da situação constrangedora iminente, mas, na maioria das vezes não consegue. Eles vencem. Os pseudo-analistas políticos. Sério, não adianta balançar a cabeça, balbuciar alguma coisa, dizer o famoso assassino de conversa, o “ahã”. E mesmo assim eles não desistem, eles são guerreiros. Eles empunham a espada do “conhecimento político rasteiro” e só vencem uma batalha quando conseguem invadir algumas mentes com sua ideologia.

Não importa onde você esteja. No claustrofóbico elevador, na fila do banco, no ponto de ônibus, no banco da praça, esperando o lanche no McDonalds, no consultório médico, não importa o lugar. Lá estão eles, sorrateiros, malandros, observando seus movimentos e esperando uma falha, um descuido, para soltar a frase que é o “quebra-gelo” mais sem vergonha de todos: “E esse candidato (nome do fulano), hein? se ele ganhar, tá todo mundo ferrado”…

É o fim. Ou o começo do fim. Ali, naquele momento em que você procura a lâmina mais próxima e afiada para cortar os pulsos ou enfiar nos ouvidos. O pseudo-analista é o rei, ele é o “seu mestre mandou” que manda, te impõe que ouça e comanda seus movimentos. É inatingível. E você, um simples e quase inocente eleitor escorregou até o sétimo círculo do inferno. E não, não importa qual a sua posição política, porque, se não tiver nenhuma, ele vai tentar te convencer que votar num candidato acéfalo é uma boa ideia enquanto você pensa que poderia estar longe dali, bebendo um drink no bar da esquina ou poderia estar ouvindo uma boa música. O lugar na verdade nem importa porque qualquer coisa é melhor do que estar ali ouvindo uma opinião que você não pediu, de uma pessoa que você não conhece e sobre a candidatura de um candidato que você provavelmente sequer cogitou votar.

Se eu pudesse dar um conselho a você que me lê, seria use fones de ouvido querido leitor. Sempre, pra sempre, mas principalmente nessa época de eleição em que todo mundo vira crítico político baseado naquilo que saiu no jornal, na propaganda eleitoral da TV, nos grupos de outros “críticos” do facebook e todos saem falando numa razão que não têm, sobre uma causa que não entendem e assunto que não dominam.

Num mundo em que todos têm voz, só os fones de ouvido salvam.

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