My sister’s Keeper

Hoje, pela milésima vez, assisti ao filme my sister’s keeper (uma prova de amor) e fiquei pensando em quando o amor deixa de fazer bem e nos torna egoístas e cegos.

No filme, Cameron Diaz interpreta Sara,  uma mãe que para salvar a vida de sua filha Kate, vai às últimas consequências. Kate tem leucemia tipo LPA (Leucemia promielocítica aguda) e precisa de um doador compatível, seguindo um conselho do médico (que vai totalmente em desacordo com a ética médica) eles decidem “criar” um novo filho para salvar a sua vida, um bebê de proveta 100% compatível.

Anna então nasce e desde pequena é submetida a invasivas punções, para doação de medula óssea, sangue, granulócitos. Observando o sofrimento da irmã, e o esforço e a dedicação incondicional de sua mãe em cuidar de sua saúde, Kate se depara com a sua realidade, a leucemia lhe rouba gradativamente as forças e a vitalidade, bem como a saúde familiar. Rouba sonhos, esperança e Taylor, seu namorado, a quem sua perda a abala profundamente e a faz de vez encarar a sua realidade.

O amor de Sara (Cameron Diaz) e a vontade de salvar a filha ultrapassam todos os limites, inclusive de passar por cima das vontades de Anna, a quem nunca foi perguntado se ela queria mesmo salvar a sua irmã. Um dos momentos mais emocionantes do filme é quando Anna aos 11 anos reclama em juízo pela sua emancipação médica, deixando todos atônitos e no julgamento final, Sara diz que precisa salvar Kate e o advogado pergunta, quem irá salvar Anna?. É um momento de reflexão e também de grandes revelações.

Anna era uma criança projetada para salvar a irmã, mas ela cresceu e passou a ser dona de suas vontades. Até que ponto foi egoísmo negar-se a tal sacríficio em nome do amor pela irmã? Até que ponto o amor de Sara por Kate é considerado legítimo?

O filme responde. O amor de Anna sempre foi legítimo, mas o de Sara tornou-se cego ( como era de se esperar de uma mãe), a qualquer custo a vida de kate deveria ser salva. Mas quem de nós sabemos quanto tempo de vida nos resta? Costumamos a dizer às pessoas que elas têm toda vida pela frente, essa talvez seja a nossa forma de achar que temos controle sobre ela. Mas qual a certeza que temos sobre a vida senão a certeza de que ela é efêmera aos 2 anos ou aos 100? O tempo é sempre curto quando estamos ao lado de pessoas que amamos e sempre queremos prolongá-la ao máximo mesmo que isso custe algum sofrimento.

O amor é cego e egoísta sempre quando é o nosso amor que está sendo medido. É que para nós, sempre a nossa dor é a maior dor do mundo e nada irá cessá-la. E a gente em defesa desse amor, cria super poderes que desafiam as leis naturais da vida, os códigos de ética e o bom senso. Mas quando paramos e perguntamos se esse ser amado quer ser salvo? nosso amor é egoísta, não admite perdas, não admite obstáculos e nunca vê o fim do caminho.

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