Outra noite com ele

Aquela noite latejou dentro ela o dia inteiro. Ainda podia sentir aquela barba roçando em seu pescoço, o gosto na língua e mãos fortes que a segurava.

Aquela havia sido uma noite inesquecível e se fechasse seus olhos ainda poderia, sem muito esforço, visualizar o contorno dos corpos em perfeita simetria. Recordava principalmente do modo em que ele lhe beijara os seios e a forma em que eles cabiam perfeitamente em suas mãos, podia sentir o arrepio frio em sua espinha quando ele roçava os dentes no bico intumescido dos seus seios.

Enquanto isso ela segurava seu membro rijo, latejando de tesão, sem pressa ela o masturbava e alternada com lambidas demoradas e, vez ou outra, como se não resistisse, colocava tudo na boca em uma chupada mais longa, arrancando-lhe gemidos mais altos e enquanto ele tocava em seu sexo úmido, quente e pulsante. Língua, sexo, gosto, ela gozando. Tudo isso muito vivo em sua memória.

Podia ainda sentir o cheiro do seu perfume, o peso do seu corpo quente enquanto se encaixava nela e a penetrava. O ritmo comandado pelo desejo, beijos sedentos e sorrisos. Ele sorria daquele jeito que ela gostava e ela se encantava.

Lembrava nitidamente de todas as vezes que gemeu mais alto quando ele metia com mais força e quando ele a segurou pelos cabelos, dominando sua puta que não oferecia resistência, era essa rendição que o excitava e ele estocava com mais força deixando-a louca de tesão, sentia vontade de gritar, de dar mais se pudesse. Ele apertava mais fundo como se quisesse chegar onde ninguém chegou. Tinham fome, queriam mais um do outro.

Sorriu ao se lembrar que gozaram juntos naquela noite, confirmando a deliciosa sintonia de corpos que pareciam se conhecer e se pertencer há tempos, de intimidade natural de quem sabe muito bem o caminho do prazer do outro. Amaram-se ali um amor diferente que não ousaram explicar. Não era mais sexo, era encontro, entrega.

Ela excitava-se nas suas memórias vívidas, masturbou-se apegada intimamente aos menores detalhes que sua memória visual retinha daqueles momentos, tinha medo de abrir os olhos e aquele encanto de cheiros, toques e sussurros se perdesse pela luz do novo dia.

Aquele havia sido o melhor sonho de sua vida. Era a primeira vez que sonhava com ele e a realidade com que sonhou a perturbou, deixando nela uma sensação estranha de desejo e saudade. De alguma forma passara aquela noite com ele, podia sentir física e psicologicamente aquele ato. Em seu corpo, uma sensação estranha que alterara todos os sentidos.

A partir daquele dia desejava com extrema urgência aquele homem com sorriso aberto e safado. No final da tarde, uma ligação confirmava que o desejo era recíproco. Agora só a realidade a interessava.

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6 comentários sobre “Outra noite com ele

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