Folie du doute

A dúvida enlouquece. Bentinho, o personagem mais famoso de Machado de Assis, que o diga. A dúvida sobre a fidelidade de sua amada Capitu fez com que nosso célebre casmurro mergulhasse em um enorme dilema: Confiar ou não confiar em Capitu. Esta por sua vez, não provou sua inocência perante o marido e ainda fomentou seus ciúmes, deixando que o mistério perdurasse até hoje.

De Bentinhos e Capitus o mundo está cheio. O coração tomado pela dúvida perde-se em devaneios e aquilo que o ciumento enxerga quase nunca corresponde a realidade, há sempre alguém interessado em alimentar o que uma mente atormentada fermenta, talvez por perversidade, ou até mesmo por capricho.

Sempre tive e mantive minha mente em constante ebulição e elaboração. Uma máquina quase sempre criativa. Desde pequena, quando me contavam alguma história, me punha a imaginar tudo em uma imensa riqueza de detalhes. Hoje quando começo a imaginar logo me ponho a viajar em um mundo irreal de infinitas possibilidades que dentro da minha imaginação se tornam reais e palpáveis.

Uma dúvida numa mente assim é como uma bomba atômica, devastadora e talvez, os danos causados sejam irreparáveis. Assim, me perco nas hipóteses que formulo e depois esqueço-as achando que não passam de fruto de minha imaginação.

A loucura da dúvida nos leva a labirintos intermináveis, as saídas na são becos que não contem saídas e as pessoas rodam, se esbarram, as idéias se debatem, o momento de certeza nunca chega e a dúvida te definha aos poucos e continuadamente.

Anúncios

Vai, agora é a sua vez de falar

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s