Síndrome do conto de fadas

Toda mulher é sentimentalmente burra, mesmo que a idade avance e as experiências (boas e más) nos acumule, a gente vai sempre quebrar a cara, chorar, sofrer e depois tentar tudo de novo, com outro ou até com o mesmo homem. Sei lá, mulher é assim mesmo, deve ser coisa do gênero, do gene, ou defeito de fábrica. Vai saber?

É que o cérebro feminino funciona no coração. Somos seres passionais e há quem ame e há quem odeie esta condição, da qual denomino de síndrome do conto de fadas. Fomos criadas desde a infância para procurar e esperar pelo príncipe encantado graças aos livros de estória que sempre fomentaram a teoria de que existe sempre um homem certo para cada mulher, um príncipe para cada princesa, nos ensinando a crer no happy end.

A gente cresce e aprende que o homem perfeito faz parte somente daquela fantasia infantil de príncipes em cavalo branco, mas teimamos na busca por um homem que vai te ouvir, que vai te entender e apoiar em qualquer situação, vai te pedir em casamento e sinos irão tocar quando seus lábios encontrarem os dele. Se você acredita que esse homem existe te aconselho a parar de ler esse texto, vai lá, pegue uma revista Marie Claire ou nova e divirta-se porque estou prestes a te decepcionar.

Homens perfeitos não existem, mulheres perfeitas tampouco, o máximo que a gente consegue (com muita paciência) é encontrar alguém disposto a ceder, a se ajustar um no outro e essa pessoa vai tentar caber na nossa vida, com todos os nossos defeitos, qualidades, manias irritantes e todo nosso passado.

Todas as mulheres sofrem da síndrome do conto de fadas, mas só algumas preferem insistir na busca utópica pela perfeição. A mulher moderna sonhou com o seu príncipe encantado, mas aprendeu que o sapo ela se diverte mais. Com os sapos a gente aprendeu que sexo e amor são duas grandezas distintas, aprendeu também que sexo casual  é uma delícia e não importa se não ligar no dia seguinte.

A gente simplesmente não se importa mais com o que o homem vai pensar se a gente dá na primeira ou na décima quinta vez, é que a gente aprendeu a respeitar as nossas vontades acima de tudo e com isso a gente sorri mais, se gosta mais e também não sofre se ficar sozinha às vezes porque a mulher moderna aprendeu a gostar da sua própria companhia, aprendeu a se valorizar antes de mais nada. Mas às vezes o amor nasce de forma torta assim, sem compromisso, os dois se curtindo e sem perceber, as histórias se confundem e os olhos falam mais do que as palavras.

Ninguém é perfeito e está na imperfeição de cada um de nós, a beleza e o encanto que nos une. Eu não busco ninguém perfeito, mas eu quero alguém que se encaixe perfeitamente na minha imperfeição.

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