Completude

Hoje enquanto ouvia a música “Eduardo e Mônica” da legião urbana, fiquei pensando naquela parte em que diz: “ele completa ela e vice e versa que nem feijão com arroz”. Será mesmo que existe casal assim ou isso não faz parte de uma idealização, aquilo que a gente sabe que não existe, mas tenta por pura teimosia?

É que se por um lado a gente procura afinidades na pessoa com quem nos relacionamos, de outro lado não queremos cópias de nós mesmos, porque se assim fosse, nós nos bastaríamos ( não eu e você, mas eu comigo).

Quando a gente pensa em ter alguém, a tendência é sempre se interessar por pessoas com gostos similares aos nossos: Livros, músicas, filmes, lugares e ideias em geral. Mas também apreciamos as diferenças, porque elas nos permitem experimentar e possivelmente mudar de opinião. Namorar pessoas iguais à gente pode ser muito bom no começo, mas logo a falta de “novidades” nos entediará, talvez seja por isso que os casais reclamam tanto da rotina em um dado momento do casamento, é que a gente acaba se tornado parecido com o outro, com o passar do tempo.

Como o casal, Eduardo e Mônica tão diferentes conseguiram ficar juntos? – Porque a gente deve na verdade se ajustar à pessoa e esta, a nós. Isso deve ser apenas um processo de adequação e jamais de mudança. Porque ninguém muda a sua essencia de forma verdadeira, motivada por outrem.

Adequação ao mundo de outra pessoa é tão complicado quanto pode parecer, é respeitar os limites alheios sem no entanto ultrapassar ou desrespeitar os próprios. Eduardo e Mônica eram extremamente diferentes, mas souberam usar isso a favor deles. Eles aprendiam mutuamente, cresciam e se respeitavam, e com isso, conseguiram ser felizes.

A tarefa de completar-se é uma das mais árduas em um relacionamento e isso ultrapassa os limites do amor, da paixão e do querer ficar bem. Completar-se é exercício diário de respeito e do ato de doar-se, é difícil e por isso deve ser objeto de cobiça entre o casal, pois só assim conseguirão o para sempre que todos desejam.

Que cada um de nós possamos encontrar nosso eduardo e mônica pela vida, porque eles sempre se completam como arroz e feijão.

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4 comentários sobre “Completude

  1. João Pimenra disse:

    Bom texto, eu quero ser o Eduardo de alguém. Concordo que a tarefa mais dificil seja o de completar-se, se ajustar à vida do outro é bem complicado, mas sempre vale a pena, né?

    Beijos

  2. Lara Serpa disse:

    “Adequação ao mundo de outra pessoa é tão complicado quanto pode parecer, é respeitar os limites alheios sem no entanto ultrapassar ou desrespeitar os próprios” – Esta é a chave do bom relacionamento. Adequar-se, ajustar-se, doar-se e só assim os relacionamentos dão certo, não existe fórmula mágica.

    Parabéns pelo texto.

    Bjs

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