In love and war

Ontem assisti pela milésima vez o filme “in love and war“( No amor e na guerra) com os atores Chris O’ Donnell e Sandra Bullock. Esse foi um filme que eu via praticamente todos os dias, eu tinha uns 14 anos quando esse filme foi lançado (hoje tenho quase o dobro dessa idade). Interessante notar a diferença de ótica diante do filme. Naquela época, eu achava injusto o desfecho para a personagem da Sandra. Hoje acho que não. As pessoas têm sempre a chance de decidir o caminho em que elas acham melhor e a partir de suas escolhas, pagar o preço.

O filme é baseado em fatos reais. É inspirado no livro “Hemingway in love and war” do escritor Ernest Hemingway, personagem real de sua história. A história de passa na Itália durante a primeira guerra mundial, o Ernest, um soldado americano, conhece Agnes Von Kurowsky, uma enfermeira da cruz vermelha americana. Os dois são designados a trabalhar pelos E.U.A. e mesmo com o cenário bélico vivem um tórrido e inocente amor. O único impecilho para Agnes era a diferença de idade, ela era sete anos mais velha que ele e com isso, tinha medo de se iludir com um garoto, da forma carinhosa como ela o chamava.

Machucado, Ernie é mandado de volta aos E.U.A e Agnes continua seu trabalho. Nesse período conhece um médico italiano, e quando a guerra finalmente acaba ele a pede em casamento. Indecisa entre Ernest e Domênico, decide por Domênico julgando que o amor de Ernie era movido pela emoção e desamparo diante da guerra. Agnes escreve uma carta para Ernest contando do casamento e terminando qualquer compromisso entre os dois. Oito meses depois Agnes volta para os E.U.A. e decide procurar Ernest, pede-lhe perdão e informa que não se casou por amor a ele. Ernest não se comove e não a aceita de volta. Depois disso eles nunca mais de veem.

Nos créditos finais do filme, sabe-se que Agnes casou-se aos 36 anos e morreu aos 92 anos. Ernest virou escritor e viveu atormentado por não ter dado chance a Agnes, casou-se quatro vezes e se suicidou em 1961.

No amor e na guerra não chega a ser um filme água com açúcar, mas é leve e intenso ao mesmo tempo. Ele fala sobre o peso de nossas decisões e as consequências delas. Agnes renunciou ao seu amor por medo de se aventurar, de encarar o porvir. Quantos de nós já não renunciamos aquilo que mais queríamos por medo da insegurança, por não saber onde estamos pondo nossos pés.

Temos medo da mudança, medo daquilo que não conhecemos. Como naquele ditado popular “não se pode trocar o certo pelo duvidoso” e com isso deixamos de nos jogar na intensidade do momento. É a nossa mania de segurança, de certezas que nos impede de viver as coisas que mais queremos, raramente nos damos ao luxo de nos jogarmos sem para quedas e com isso deixamos de viver as dores e delícias de um grande amor ou de uma paixão arrebatadora.

Pra quê manter um coração intacto se tudo o que levamos da vida é o que vivemos?

O amor não é para covardes.

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