Máquina de camisinha, eu apoio

Assisti domingo passado no fantástico que algumas escolas de ensino médio receberão máquinas de distribuição gratuita de preservativos. As opiniões foram divergentes até mesmo entre os adolescentes. Há quem apoie dizendo que as máquinas facilitarão o acesso dos jovens ao preservativos, visto que muitos deles se sentem constrangidos de ir a um posto de saúde pedir e até mesmo de comprá-las. Há quem diga também que o sexo ficará banalisado, além de promover a inserção à vida sexual cada vez mais precoce. Essa divergência é, de certa forma, contraditória. Por que?

Porque vivemos em uma sociedade com forte apelo sexual fabricado pela mídia, mulheres exibem seus corpos cada vez mais desnudos nas novelas, filmes e ‘reality shows’. Na música, o sexo é “pregado”em letras e coreografias que fazem apologia ao sexo livre.

Nossa sociedade já banalizou o sexo, assim como a vida, o amor e a violência. Boa parte dos adolescentes hoje têm vida sexual ativa com ou sem camisinha e aqueles que ainda não têm, ainda é resultado de uma boa base familiar com diálogo, valores e respaldo religioso, que trata da sexualidade como restrito ao matrimonio.

Fechar os olhos para a nossa realidade censurando as máquinas nas escolas é agravar um dado já preocupante. Cerca de 1.1 milhão de adolescentes engravidam,  ano passado foram 2700 novos casos de adolescentes com HIV ( somente meninas de 14 a 24 anos), isso sem falar das DSTs. Uma vez que proibir o sexo, é uma tarefa impossível, o jeito é oferecer uma educação sexual com meios de segurança, informação e acima de tudo, a preservação da familia, o amor, o respeito. Sexo é uma consequencia, um ato normal, natural e instintivo dos seres humanos.

Meus pais, e posteriormente a vida, me ensinaram que o melhor remédio é sempre a prevenção. Vive mais e melhor aquele que toma certos cuidados diante daquilo que não se pode controlar. Não acho que a máquina de distribuição de preservativos nas escolas irá aumentar a incidência de jovens com vida sexual, mas poderá servir como uma importante aliada do despertar de consciencia dos jovens, da preservação de suas e demais vidas. Usar camisinha é um ato de respeito acima de tudo.

Foi-se o tempo em que usar camisinha era desconfiança no(a)  parceiro (a), e vida promiscua,é preciso também acabar com a visão preconceituosa e antiga de que a aids é uma doença de homossexuais. A aids não respeita cor, credo, sexo, preferencias sexuais e nem classes sociais.

Eu apoio as máquinas nas escolas porque eu apoio a vida, eu apoio o sexo e o sexo seguro e responsável.

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