Relembrando

Como disse anteriormente, 1996 foi o ano de grandes ilusões, bastante aceitáveis aos 14 anos anos de idade.

Mas 1996 não foi somente de ilusões, foi um ano de fortalecimento das minhas amizades, algumas delas sobrevivem até hoje. Os fatos ocorridos naquele ano fazem com que nunca caia no esquecimento. Ano de muita brincadeira, muitas risadas de uma sétima série ótima, a turma 1703 com certeza não caiu no esquecimento de quem conviveu conosco, sobretudo de quem alí estudava -eu, Rachel, Laureane, Eliane, Débora, Eduardo Bruno, Tereza, Janaína, Davi, Fabrício, Washington, Márcio, Fabiana, Amanda, Ackerman, Jemerson, Wellington- entre tantos outros que a minha memória não se recorda.

Lembro também de dias após dias jogando ‘ataque e defesa’ ou então na barraquinha de Delma conversando e jogando bola com qualquer coisa que fosse possível, recordo com saudade de quando simplesmente nos amontoavamos no banco do pátio para assistir aos meninos jogando volei – Hugo, Carlos Henrique, Rodrigo, Etienne, Zezinho, Edson, Ganso, Rato, Marcinho, Claudiano, Charles, Leandro Diego, Piter (O maluco da escola), Sukita, Buba, Carla, Josiane (paquita), Angélica, Michele, Cláudia, Daniele Rizzo, Márcia.

Foi sim o ano das amizades, e estas não se restringiam somente aos alunos, incluía também os funcionários: Professora Aline, Layse, Maria Helena, Shiguenari, Jacqueline ( a moça da biblioteca), Carla (secretária), Roberto (da cantina). Acho que 1996 foi o auge da popularidade do meu ensino fundamental (antigo 1º grau).

Curioso como naquela época, dizer eu te amo era fácil, e mais curioso ainda foi notar a quantidade que eu dizia isso, cada mês era um eu te amo diferente. Alguns duraram alguns anos, outros, não me lembro mais quem eram…

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Rômulo me lembro bem, era um chato que frequentava o mesmo clube que eu. Nos conhecemos na quadra poliesportiva e foi “paixão” a primeira vista. E ele era além de chato, muito engraçado, especialmente quando começava a falar em inglês, aliás, aquilo era tudo, menos inglês. Não chegou a ser um namoro, alguns beijos, mas pra minha cabeça infantil era muito importante, porém tal encantamento foi substituído por André – outro frequentador do clube, mas não durou muito, após isso, a frequência dessas paixões repentinas rendiam alguns -bons- beijos na boca e boas noites de sono embalados pelos sinos da alegria…

Júlio foi um caso sério, ou melhor, mais sério. Me mudei pra mesma rua que ele e de cara me encantei, mas ele não era do tipo que dava mole para as meninas na rua – eu, Carol, Luciana, Lucimara e Andreza. Júlio era mais velho e tio da minha melhor amiga e vizinha, Érica.

Eu sabia de todos os seus horários e fazia de tudo para ser notada por ele, contrariando todas as expectativas, ele começou a corresponder, mas apesar disso a vizinhança INTEIRA comentava que ele era gay, fato esse que não me incomodava.

Nossos beijos eram rápidos, mas muito bons. Júlio naquela época era a minha idealização de homem perfeito: Lindo, cheiroso, inteligente e mais velho… qualidades que eu considerava importantes. Ao contrário do que podia parecer, não foi uma paixão repentina, ela atravessou os anos até um dia, evaporar e virar essa saudade que eu gosto de ter.

O ano de 1996 foi terminando e em outubro eu teria meu primeiro namorado sério, daqueles de levar em casa pros pais conhecerem e tudo. Jardel, 4 anos mais velho era sozinho no mundo, drogado e sem nenhum temor na vida, assim como fé, esperança, sonhos e desejos…

Hoje mais de 10 anos passaram-se e eu fico me perguntando, como é que meus pais me deixaram namorar com aquele louco… Acho que por um lado foi a mão de Deus o protegendo, porque minha casa acabou se tornando a casa dele, minha família, sua família.

O namoro terminou com um copo de veneno misturado com coca-cola e uma amizade sombria e esquiva.

Ano de 1996 termina com a vossa protagonista tomando um de seus porres homéricos, brindando 1997 com cerveja, caipirinha e um novo amor, Alex…

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